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domingo, 27 de dezembro de 2015

Miss Paripueira | Matérias


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MISS | Documentário, 2'30'', 2010, Digital. Maceió, AL

Em Alagoas, uma passeata de uma pessoa só.

Realização: Tela Tudo Clube de Cinema
Ano de produção: 2010
Ano de lançamento: 2013
Direção: Alice Jardim e Lis Paim
Fotografia: Alice Jardim
Montagem de imagem e som: Lis Paim
Produção e arte: Amanda Nascimento, Flávia Cerullo, Flora Paim e Nadja Rocha
Vozes: Ivan Costa, Nivaldo Vasconcelos, Flora Paim, Seu Irineu e Alice Jardim.
Foto "Miss Paripueira": Celso Brandão
Músicas: Valsa da Despedida e Canção das Misses
Legenda em português: Alessandra Marques

Agradecimentos: Nilton Resende, Celso Brandão

telatudo.com

Esta obra é licenciada sob uma licença Creative Commons e não possui fins lucrativos. Não é permitido seu uso comercial. CC Tela Tudo 2010





MISS PARIPUEIRA
Gazeta de Alagoas Edição do dia 08 de Abril de 2012

Convicta dentro de sua insanidade, ela se orgulhava clamando aos quatro cantos da cidade: “Eu sou a Miss Paripueira”. Vestia-se escandalosamente, saias e blusas chamativas, enfeitava-se com colares e balagandãs. Pulseiras das mais diversas enchiam seus pequenos braços. Baixinha e amável, adorava sua peruca, amarrava uma fita na testa, os óculos escuros era peça imprescindível pelo dia e pela noite.

A molecada gostava da maluca, pedia para dançar, tendo ou não música, ela não fazia de rogada, marcava passos como uma bailarina, dançar estava no seu sangue, na sua índole.

Nasceu não se sabe quando, na comunidade de Paripueira, belíssima praia, atração turística do Nordeste, antigamente um recanto de poucos privilegiados, mar azul esverdeado. Marolas beijando os pés à beira-mar, andar dentro d’água ao fundo é um passeio, depois de alguns momentos mar adentro, a água permanece pouco acima da cintura. Paripueira é paraíso e refúgio. Gente de letras e artes mora naquela praia pertinho da capital, um bairro de Maceió.

Ambrosina Maria da Conceição, mulher saudável, casou-se e teve filhos, até que um dia desatinou, sentiu-se linda e se coroou Miss Paripueira. Em janeiro na famosa Festa de Santo Amaro, era a alegria da meninada, divertida com seus colares, suas roupas coloridas e um sorriso constante na boca, como se tivesse mangando do mundo, tornou-se símbolo da cidade. Nos carnavais, ela percorria a maratona carnavalesca na Rua do Comércio, em Maceió, o banho de mar à fantasia na Avenida da Paz e gostava de acompanhar os blocos pela cidade.

Ficava triste e irada quando a meninada a chamava de Sabiá, canela de Sabiá, perdia a alegria, se zangava, pegava pedra e pau sacudia nos meninos. Certa vez acertou uma pedra no olho de um jovem, o levaram para no hospital, o pai, influente político foi à Delegacia deu queixa do ocorrido, levou dois guardas, tentou prender a Miss Paripueira. Entretanto, a comunidade saiu à rua a seu favor, defendendo aquela criatura que não fazia mal algum. Para assegurar a liberdade, levaram-na um jipe para Maceió, passou um mês na casa de um primo, no bairro do Poço. Foi quando conheceu melhor a capital. Todo dia ela se arrumava com seus vestidos chamativos, seus inefáveis óculos escuros, a bolsa espalhafatosa e desfilava pela Rua do Comércio, no Centro da cidade, se empolgando, em sua loucura ouvia aplausos, palmas do povo aclamando: Miss Paripueira, Miss Paripueira. Agradecia fazendo uma reverência com o corpo, dava uma volta, um adeus com a mão, continuava em frente, era a mulher mais bonita e mais feliz do mundo.

Em sua cabeça todos os homens lhe olhavam, lhe queriam, lhe desejavam. Entretanto, seu maior prazer era dançar, quando havia música, a baixinha saía nos passos bem marcados, tinha ginga e balanço. Durante o carnaval, ficava à frente dos blocos, seja o Vulcão, o Cavaleiro dos Montes, o Vou Botar Fora, Miss Paripueira era sempre bem-vinda, fazendo o passo no seu estilo alegre, contagiante. Sempre agradecendo à multidão, aos fãs, delirava em sua cabeça ao ouvir gritar: Miss Paripueira, Miss Paripueira.

Não se sabe o fim da doce, encantadora, louca, extravagante criatura que em sua época teve um pedaço do reino das cidades de Maceió e Paripueira. Não se sabe onde ou quando morreu. Até que lhe prestaram algumas homenagens.

Na entrada da cidade, havia um bar com o nome de Miss Paripueira e um retrato na parede pintado por um artista anônimo. O artista, cineasta, poeta José Marcio Passos dirigiu e produziu um curta documentário, Meu Nome é Miss Paripueira, exibido em 1978 no Festival de Cinema Brasileiro de Penedo.

Agora, na era da internet, tem uma comunidade no Orkut: “Eu sou fã de Miss Paripueira”. Em um carnaval recente houve um concurso de fantasia exclusiva de Miss Paripueira. Quem era íntimo dessa grande mulher é o célebre jornalista José Alberto Costa, o JAC que pode contar pormenores da vida de nossa pacata e alegre cidadã, não podemos deixar ao esquecimento os heróis e heroínas de nossa cidade.


quinta-feira, 10 de julho de 2014

CARNAVAL TEMPERATURA - JOVELINO LIMA




Diretor: Pedro da Rocha
13 min, 2003, Doc.


Sobre a obra do maestro arapiraquense Jovelino Lima, que lançou 8 LP’s de frevos e animou, com sua orquestra, a maioria dos bailes carnavalescos de Maceió na década de70.

EM NOME DO PAI, DO FILHO E DA FOLIA - MESTRE ZOME


Diretor: Pedro da Rocha
13 min, 1998, Doc.

Sobre o babalorixá, padre, fogueteiro e mestre de folguedos de Quebrangulo, Manuel Soares de Melo, o Mestre Zome – 1998. Vencedor da 1ª Mostra Competitiva de Vídeo de Alagoas.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Rádio Documentário Maracatus em Alagoas | Rádio Educativa FM 107,7 | 2014


Coletivo AfroCaeté e o Bloco Tia Marcelina no Pré Carnaval de Maceió em 2014


Rádio Documentário "Maracatus em Alagoas" veiculado na Educativa FM 107,7 e Difusora AM no programa especial de carnaval IZP na Folia 2014. O Rádio documentário traça o histórico do Maracatú em Alagoas e os atuais representantes do ritmo no estado: Maracatu Baque Alagoano, Coletivo AfroCaeté e Maracatú Nação a Corte de Airá, sem esquecer de citar os outros grupos. 

Informações Técnicas: 

Locução: Estênio Reis

Produção e Pesquisa: Iranei Barreto 

Edição: Izaque Neves 

Colaboração: Nicolas Serafin; Ribamar Filho; Christiano Barros; Rômulo Fernandes